Ago/2010
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Sinduscon une-se à mobilização contra a redução da jornada de trabalho

AGORA - RS


O Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Rio Grande está engajado na campanha que o setor empresarial move contra a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas e elevação do adicional de hora extra de 50% para 75%. A informação é do diretor financeiro Hugo Santana, que representa o SINDUSCON Rio Grande na Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul. O movimento conta com a participação da Fiergs em nível estadual e da Confederação Nacional da Indústria (CNI) em nível federal.
Empresários de todo o País estarão promovendo, no próximo dia 17, uma ação de mobilização no Congresso Nacional, em Brasília, buscando sensibilizar os deputados para a inconveniência da votação, em 2010, da PEC 231/1995, alegando que este é um ano eleitoral e a matéria não pode ser usada como plataforma política.

Os empresários argumentam que a redução da jornada de forma linear tratará diferentes setores de modo igual, com reflexos indesejados para empregadores e trabalhadores, quando somente agora a indústria começa a se recuperar da crise que freou o emprego nos anos de 2008 e 2009. Conforme Santana, os empresários, no entanto, são favoráveis a uma discussão sobre uma séria reforma trabalhista para 2011, já com o novo Congresso.

As entidades empresariais estão conclamando seus associados para que atuem também junto aos deputados da região para evitar a referida votação. Em materiais de divulgação sobre a mobilização constam frases como "A redução da jornada gera aumento de custos, que gera redução de oportunidades, que gera desemprego, que gera crise".

Na opinião de Hugo Santana, uma vez aprovada a redução da jornada de trabalho, o Rio Grande do Sul será um dos estados que mais sentirá com a perda de competitividade. Ele lembra que recentemente a indústria calçadista do RS recorreu ao governo federal para manter a barreira ao ingresso do calçado chinês. "Como representantes do setor da construção civil e, consequentemente, como grandes empregadores, também estamos preocupados, mas ainda confiantes na sensibilidade de nossos congressistas", disse.




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