Ago/2010
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Obras no DF vão continuar

Tribuna do Brasil
Érika Blayney

Se o governo não der prosseguimento às obras públicas quando as que estão em andamento começarem a ser concluídas no Distrito Federal, poderá haver uma crise econômica na Capital. O alerta veio do presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (SINDUSCON), Elson Ribeiro e Póvoa, que se reuniu ontem com o governador interino Wilson Lima. Ele acrescentou que há cerca de três meses algumas empresas estão sem receber dinheiro do GDF.


"São empresas de menor porte, responsáveis por obras menores, como as da Secretaria de Desenvolvimento Social", explicou o presidente. Segundo ele, o motivo da falta de recebimento seriam problemas operacionais e não a falta de recursos financeiros. "Orçamento tem. Só falta vontade política. É só dar uma canetada e tudo se acerta", afirmou o sindicalista.


Apesar do não pagamento a essas empresas, Póvoa disse que a situação das obras do GDF permanece em estado de normalidade, apesar da crise política. "A Linha Verde e a Epia, por exemplo, estão em pleno andamento. Mas acontece que Brasília não pode parar. Quando essas obras forem concluídas, devem ser substituídas por outras. Por isso viemos conversar com o governador", esclareceu Póvoa.


Segundo o secretário de Obras, Jaime Alarcão, o setor de construção civil é responsável hoje por 65 mil empregos diretos e há 2.034 obras públicas em andamento. "É preciso manter esses empregos. Essas pessoas devem continuar trabalhando. As obras já foram licitadas, temos recursos federais e internacionais e as empresas podem ser contratadas a qualquer momento, pois já passaram por licitação", explicou o presidente do SINDUSCON.


Entre as obras citadas por ele, estão a implantação do sistema de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), a construção do Túnel do Balão do Aeroporto e as obras dos condomínios Por-do-Sol e Sol Nascente.


Wilson Lima, de acordo com o presidente do SINDUSCON, respondeu que faria de tudo para cumprir o cronograma de obras já acertado. "O governador se disse animado para continuar no cargo até 31 de dezembro. Ele disse que irá conversar com assessores para que haja novas licitações e posteriores contratações", disse Póvoa.




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