Ago/2010
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Implosão sem transtornos

Correio Brasiliense
Camila de Magalhães

O trecho da Estrada Parque Indústria e Abastecimento (BR-450) que liga o Balão do Torto ao posto do Colorado ficou interditado durante cerca de 30 minutos na tarde de ontem. O motivo foi a semi-implosão de rochas que impediam o nivelamento de um trecho de 150 metros de extensão na pista, em construção, que dará acesso à avenida comercial do Setor Habitacional Taquari, na altura do km 2 da rodovia. Sob responsabilidade da Novacap, a obra é realizada pela construtora Basevi.


 


Segundo a Companhia de Polícia Rodoviária do Distrito Federal, a interdição não causou maiores transtornos aos motoristas porque foram feitos desvios. Quem vinha de Sobradinho pegou o desvio para a DF-001 Sul, sentido Paranoá, saindo no Lago Norte. Já os condutores que vinham do Plano Piloto entraram para o Lago Norte, sentido Varjão e Paranoá, e saíram na altura do Balão do Colorado.


 


Para evitar o lançamento das pedras para longe, a empresa Demolições Pignoli - contratada para realizar a implosão - cobriu a área com 2,5 mil metros cúbicos de terra, em duas camadas. Os 1,3 mil metros de pavio foram posicionados em ziguezague entre a terra e as rochas, e os 150kg de explosivos (dinamite), distribuídos em 268 furos. O estopim foi acionado às 16h, após o toque de uma sirene. O barulho ecoou pela redondeza e foi possível ver uma pequena nuvem de poeira sobre o local, mas ela sumiu em poucos segundos. A segurança da área ao redor da implosão também teve apoio da Polícia Civil, por meio da Delegacia de Armas, Munições e Explosivos.


 


A ação chamou a atenção de curiosos. Um grupo de adolescentes levou até pipoca para assistir tudo à distância, mas ficou decepcionado com o que viu. "Só isso?", questionou uma das jovens, que esperava ver pedras voando. Mas a ideia da operação, ressaltou Roberta Pignoli, gerente de produção da Demolições Pignoli, era criar o mínimo de impacto e o processo decorreu com total sucesso.


 


Cronograma


 


Ao contrário do que havia sido divulgado anteriormente, não haverá nova interdição do trecho no próximo domingo. Detonadas as rochas, a retirada do material deve levar sete dias. "Só daqui a uma semana teremos a definição sobre se será necessária uma nova implosão", explicou Roberta Pignoli. Se houver necessidade, a operação deve ser realizada no dia 28.


 


O próximo passo é o nivelamento do solo, seguido de drenagem. Depois, inicia-se a pavimentação. Segundo Joaquim da Silva Teles, engenheiro da Basevi, a obra deve levar de 50 a 90 dias para ser concluída, dependendo da quantidade de chuvas. "Há uma umidade correta para compactação. Se o material estiver muito molhado, o pavimento não compacta, vira lama", observa.




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