Ago/2010
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Cuidado na compra desde a planta

Diario de Pernambuco
Augusto Freitas

Casa Própria. Você pensa nessas duas palavrinhas todo santo dia? Pois bem, com as facilidades atuais do acesso ao crédito este possivelmente deve ser seu principal projeto de vida, além do carro, casamento, pós-graduação, concurso público.


Se você está querendo investir suas economias na compra de um imóvel na planta deve se certificar de alguns cuidados, pois mesmo se tratando de um produto novo, também está sujeito a erros. Quais seriam, então, as medidas adotadas para evitar aborrecimentos?


Para começar, é importante obter informações sobre a construtora escolhida para a compra do imóvel e a imobiliária (quando ela intermedia as vendas). Pesquise sobre empreendimentos anteriores, se houve atraso na entrega da obra e se foram detectados vícios de construção. Vale checar, também, o registro de incorporação no cartório para ter certeza de que tudo está de acordo com a lei. Nunca é demais avaliar se o valor do imóvel está dentro do seu orçamento financeiro.


Outra dica é visitar o local onde você irá morar. Os futuros vizinhos podem passar informações sobre a infraestrutura do bairro e os serviços que você procura, como escolas, transportes e comércio. Como muita gente hoje busca morar próximo do trabalho, vale a pena, também, comprovar a distância entre eles. Os alertas não acontecem por acaso. O Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo (Ibedec) registrou um crescimento de cerca de 600% nas queixas relativas à compra do imóvel na planta no período de outubro de 2009 a junho deste ano.


As razões são várias, mas as campeãs no ranking de reclamações são atraso na entrega dos imóveis, vícios de construção e cobrança abusiva de juros. José Geraldo Tardin, presidente do órgão, disse que o aquecimento do mercado imobiliário e as facilidades de crédito explicam o fenômeno. "O acesso ao crédito está mais rápido e fácil. Os clientes visitam as imobiliárias e saem com o contrato assinado. Mas esquecem de submetê-lo à análise de um advogado especialista para comprovar a viabilidade do negócio", salienta. Os cuidados também valem para imóveis na planta mais econômicos. Segundo o Ibedec, parte das queixas estão relacionadas a imóveis que custam até R$ 200 mil.


"Classes de menor poder aquisitivo também são vítimas de desrespeito nos contratos. Imóveis do programa Minha Casa, minha vida têm sido alvos de questionamentos na Justiça", esclarece Tardin. Para evitar problemas, a receita é simples. "Pesquise o preço do imóvel com outros semelhantes de construtoras diferentes", ressalta. Quem quiser esclarecer dúvidas sobre a compra de imóveis pode acessar uma cartilha do consumidor com edição especial sobre construtoras no site www.ibedec.org.br.




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