Ago/2010
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Saneamento valoriza imóvel

Jornal de Brasília


O valor dos imóveis cresce progressivamente à medida que aumenta o porcentual da população com acesso à rede de esgoto, de acordo com pesquisa divulgada pelo Instituto Trata Brasil e pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). A valorização pode atingir até 18%. Esse número corresponde a um imóvel em cidade de porte médio, que não era atendido por rede de esgoto e passa a ser beneficiado integralmente pela cobertura. Os dados são da pesquisa Benefícios econômicos da expansão do saneamento básico.


Já em parâmetros nacionais, o levantamento aponta para valorização média de 3,3%. Isso acontece porque o impacto econômico da universalização do saneamento básico é diferente em cada unidade da Federação. Nas regiões mais carentes de infraestrutura, por exemplo, o efeito da valorização imobiliária é maior. É o caso de Rondônia (15,4%), Amapá (15,2%) e Pará (12,1%). Na outra ponta, em unidades com infraestrutura urbana mais desenvolvida e onde os preços de imóveis já são mais altos, o efeito econômico da implantação da rede de esgoto é menor. É o caso de São Paulo (0,3%), Distrito Federal (0,5%) e Minas Gerais (0,8%), com os menores potenciais.


POUPANÇA


O estudo destaca o efeito da valorização na poupança das famílias de menor rendimento, cujo imóvel é o único patrimônio. O acesso ao saneamento básico implica em aumento no valor do principal bem familiar, fruto de esforço de poupança. "É uma recuperação da moradia, o principal ativo das famílias", avaliou André Cardoso, presidente-executivo do Instituto Trata Brasil.


O índice de atendimento da população quanto ao abastecimento de água no País atingiu 81,2% em 2008, enquanto a coleta de esgoto foi de apenas 43,2%. Para esses números chegarem a 100%, seria necessário um investimento anual


de R$ 15 bilhões até, pelo menos, o ano de 2025.


COBERTURA DA REDE


O índice de atendimento da população quanto ao abastecimen-to de água no País atingiu 81,2% em 2008, enquanto a coleta de esgoto foi de apenas 43,2%. A pesquisa cita dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, do Ministério das Cidades. Segundo estimativa dos pesquisadores, para esses números chegarem a 100%, seria necessário um investimento anual de R$ 15 bilhões até, pelo menos, o ano de 2025.


"Percebemos que o investimento precisa crescer para dar conta de atender a atual demanda e também a expansão das novas moradias", disse Fernando Garcia, pesquisador da Fundação Getúlio Vargas. "No ritmo em que está, as carências vão continuar", completou Cardoso.


Caixa compra banco


O Banco Central aprovou a operação de compra do Banco Panamericano pelo braço de participações da Caixa Econômica Federal, Caixapar. A manifestação era o último passo para finalização da venda. A transação será finalizada nos próximos dias e seguirá os termos do contrato de compra e venda de ações. A Caixa anunciou, em no-vembro, a aquisição de 35,54% do capital do banco, de propriedade da Silvio Santos Participações Ltda. A operação custou R$ 739, 2 milhões. A venda inclui acordo de acionistas, no qual a Caixapar passa a participar da governança do PanAmericano.


A aprovação vai permitir acelerar as ações entre os dois bancos.


Segundo o presidente do Grupo Silvio Santos, Sebastião Sandoval, apesar das bandeiras atuarem com o mesmo público, a sobreposição de clientes é mínima. A Caixa acredita que o acordo vai contribuir para aumentar em 40% a oferta de crédito. A estimativa é que em cinco anos, as 200 lojas do banco comprado possam garantir R$ 5 bilhões em financiamento imobiliários. A gestão do Panamericano será compartilhada entre o Grupo Silvio Santos, que tem 51% do capital, e a Caixa, que tem 49%. A presidência será rotativa, intercalada entre a Caixa e o Grupo Silvio Santos. O primeiro nome será Maria Fernanda Coelho, que acumulará a presidência da Caixa.




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