Ago/2010
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Um clima de otimismo invadiu o Distrito Federal. A previsão do mercado para o ano de 2010 são as melhores. De acordo com pesquisa feita pela Fundação Getulio Vargas (FGV), o setor da construção civil deverá crescer 8,8%. Mas as empresas que atuam no DF apostam em um crescimento acima da média nacional. Algumas delas acreditam em um índice acima dos 10%.
O desenvolvimento de cidades como Ceilândia, Samambaia e Gama deverá contribuir significativamente para esse aumento. A aposta é do diretor da empresa Apex Engenharia, Eduardo Aroeira, que prevê um crescimento maior para essas regiões por causa das facilidades de crédito e financiamento para as classes C e D.
"O crescimento das regiões afastadas do centro é uma tendência nacional devido ao inchaço habitacional. Não há mais espaços vazios para se construir nos grandes centros urbanos, como é o caso de Brasília. O que vai acontecer daqui em diante é a valorização dessas cidades que já possuem uma infraestrutura melhor de transporte. Dessa maneira, aliada ao programa Minha Casa, Minha Vida que traz subsídios e taxas de juros competitivas, houve uma ampliação da quantidade de clientes capacitados para adquirir um imóvel".
A aposta é nas regiões administrativas
No mercado imobiliário do DF há mais de 30 anos, a Apex Engenharia é conhecida pela construção de imóveis econômicos voltados para a classe média. Por apostar nesse segmento, a empresa experimentou no ano de 2009 um salto nas vendas. Resultado do investimento da construtora em programas dedicados às famílias de baixa renda. "O déficit residencial no DF é muito grande, principalmente entre a população com renda de até cinco salários mínimos. Por isso, planejamos a maioria de nossos empreendimentos voltada para os programas governamentais que beneficiam essas pessoas. A situação da empresa no ano passado foi de crescimento e muito trabalho", comemora Fabrício Aroeira, diretor comercial da construtora.
O residencial Villa Splendore é um exemplo do bom desempenho da empresa. O empreendimento de 109 unidades de dois quartos, localizado em Samambaia, foi vendido em 20 dias sem nenhum material de divulgação, logo após o lançamento do programa Minha Casa, Minha Vida.
"Não tivemos tempo de preparar material publicitário. Houve dias em que o estande de vendas da empresa recebia mais de 300 visitas. Esse empreendimento foi um marco para nossa empresa. Ele nos mostrou o que era o plano do governo", lembra Eduardo Aroeira. O investimento nas satélites deve continuar este ano. Para o primeiro semestre a empresa planejar lançar mais 100 unidades em Samambaia e 120 apartamentos em Ceilândia. "Na construção civil não sentimos o impacto dos investimentos de imediato, mas de forma lenta e gradual. Tudo o que planejamos em 2009 será contabilizado neste ano de 2010", espera Fabrício Aroeira, diretor comercial da empresa.
A chegada do metrô e o investimento do governo nas áreas de infraestrutura e segurança nessas regiões tem atraído empresas não só de Brasília, mas de outros estados, que apostam no mercado com o metro quadrado mais valorizado do País. Caso da construtora e incorporadora Rossi, que estreou na capital em 2009 com sucesso nas vendas de três grandes empreendimentos, todos eles localizados em cidades como Taguatinga e Gama.

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