Presidente do Sinduscon, Dionyzio Klavdianos pede urgência na revisão da Luos - Correio Braziliense

Presidente do Sinduscon, Dionyzio Klavdianos pede urgência na revisão da Luos - Correio Braziliense
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Empresário destaca que a aprovação do novo texto da Lei de Uso e Ocupação do Solo, além da sustentabilidade e do setor habitacional do Jóquei Clube, para 56 mil moradores, estão na pauta de prioridades do Sinduscon. Segmento corresponde a 83% do PIB da indústria da capital

Samanta Sallum
Correio Braziliense

O empresário brasiliense Dionyzio Klavdianos, 57 anos, formado em engenharia civil pela Universidade de Brasília (UnB), tomou posse, ontem, para o segundo mandato (2021-2023) à frente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil no DF (Sinduscon). Ele é diretor técnico da Itebra Construções e Instalações, empresa fundada em 1973 e associada há mais de 40 anos à entidade. Também preside a Comissão de Materiais, Tecnologia, Qualidade e Produtividade da Câmara Brasileira da Indústria da Construção.O

Sinduscon reúne 200 empresas associadas e gera 50 mil empregos. É um setor que representa 83% do PIB da indústria no DF. Combater a construção informal, aprovar a revisão da Lei de Uso e Ocupação do Solo (Luos) na Câmara Legislativa e investir em projetos de inovação e sustentabilidade estão na pauta de prioridades de Klavdianos e da diretoria que prossegue na gestão do sindicato.

Em entrevista ao Correio, o engenheiro falou sobre o novo bairro do Jóquei Clube e o cenário de pandemia. “Na gestão passada, enfrentamos, dos 24 meses, 15 de pandemia. Foi um desafio grande nos adaptar a esse cenário, mas conseguimos manter os canteiros de obras em atividade e com segurança para a saúde de todos, salvando milhares de empregos. Agora, queremos olhar para frente e nos superar”, afirmou.

O senhor disse que sustentabilidade e inovação são dois eixos do Sinduscon. Pode dar um exemplo?

Acabamos de lançar o Programa de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil (PGRCC). É uma parceria com a empresa Júnior de Engenharia da UnB, a Concreta. Agora, é obrigação de as construtoras de obras públicas darem destinação ao entulho. Primeiro, a empresa tem de fazer a separação. A partir desse projeto, ela vai fazer esse processo, vai poder vender o lixo reciclável que tiver. A gente vai ajudar as empresas, que vão poder ganhar dinheiro com o entulho. Assim, o impacto causado pela produção de resíduos das construtoras diminuirá bastante. Vamos acompanhar as empresas que fazem esse trabalho e as que não fazem, principalmente, para diferenciar a construção formal da informal.

Tem como mensurar o impacto da construção informal no DF?

A construção civil, como um todo, leva um prejuízo da fama causada muito pela construção informal. A gente tem o número de que 50% no Brasil são informais, inclusive no DF. Desde 2014, a construção civil caiu muito em termos de crescimento, agora é que estamos recuperando. Veio a pandemia, e a informalidade aumentou. Isso é até um trabalho que eu quero fazer no sindicato, o de tentar mapear melhor essa questão. Mas, o prejuízo da indústria informal é muito grande. Se utilizam de um pessoal mal treinado, agridem mais o meio ambiente, fazem uma obra de menor qualidade. O trabalhador da construção informal não tem contrato, não tem direitos. Todos os lados perdem.

Tem alguma pauta urgente de importância para o setor na CLDF no momento?

Tem e está emperrada lá na Câmara. É necessário que a Lei de Uso e Ocupação dos Solos (Luos) seja aprovada logo para corrigir muitas distorções. O GDF fez a revisão de acordo com o nosso entendimento do que seria certo e enviou aos deputados distritais. As divergências que existem hoje atrapalham você abrir comércio, aumentar ou expandi-lo, e tem uma série de confusões que causam problemas no Gama, em Sobradinho, no Setor de Indústria e em todo o DF. O Senai do Gama, por exemplo, não poderia funcionar lá, porque a destinação não permite área de atendimento médico, odontológico e hospitalar que o Senai presta assistência. Isso não faz sentido.

Em quais empreendimentos imobiliários, no DF, o Sinduscon está concentrado no momento?

O novo setor habitacional do Jóquei, em Vicente Pires, deve sair logo. Nós atuamos em harmonia com a Ademi, que está acompanhando todos os estudos técnicos do projeto. Acreditamos que ele estará pronto até o final do ano para o governo ter condições de licitar os terrenos.

Como ampliar a atuação do Sinduscon?

Queremos ampliar os serviços de apoio a todo o setor. Inovação é um dos nossos eixos e queremos oferecer isso ao nosso segmento e à sociedade. Temos capacidade técnica para isso. Quero dar esse viés, o que agrega mais, até para o não associado, que poderá participar de alguns projetos. Compartilhar inovação, automatização, toda essa questão de 4.0 não vem só o construtor, vem toda uma cadeia por trás que fica interagindo com a entidade. Então, o sindicato não está aqui mais para resolver uma questão corporativa. Esse papel mesmo em relação à Luos, a gente tem conteúdo para interagir nessa questão. Apresentamos soluções e sugestões.

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